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Cargas IMO: como fazer o transporte de cargas perigosas - Allink Neutral Provider

O setor de logística é cheio de desafios tanto na hora de programar a entrega e cumprir prazos, quanto no próprio transporte. Além da necessidade de atuar com carga e descarga de produtos pesados e frágeis, que são ações bastante delicadas, é preciso levar cargas perigosas!

IMO é a sigla de Organização Marítima Internacional, que também é chamada de cargas perigosas. Em suma, se enquadram nesse grupo todas as substâncias que possam colocar em risco a saúde das pessoas, o meio ambiente e, claro, a segurança pública (por meio de explosão, incêndio, toxicidade e envenenamento).

Assim, gases, explosivos, entre outras substâncias muito perigosas, e que precisam ser transportadas, são classificadas como IMO. Elas requerem um cuidado especial tanto na hora de serem levadas, quanto na embalagem. Afinal, boa parte delas pode explodir, pegar fogo e colocar em risco toda a equipe responsável por levá-la ao seu destino.

Enquanto uma perda financeira pode ser recuperada com o tempo, os danos causados pelas cargas perigosas transportadas incorretamente não. Veja o que são, quais as regras e cuidados necessários para que elas cheguem intactas ao destino e que a equipe fique segura.

O que são cargas IMO ou cargas perigosas?

IMO é a sigla de International Maritime Organization que é a mesma coisa que cargas perigosas. São incluídas nesse grupo as substâncias que, durante o processo de transporte, possam causar danos às pessoas, à saúde, ao meio ambiente ou à segurança pública.

Os critérios para que uma substância se enquadre ou não como carga perigosa são determinados na Portaria nº 204/97 do Ministério dos Transportes. Além disso, as cargas perigosas são divididas em 9 classes que são:

– Classe 1 – explosivos;

– Classe 2 – gases;

– Classe 3 – líquidos inflamáveis;

– Classe 4 – sólidos inflamáveis;

– Classe 5 – substâncias combustíveis e materiais oxidantes;

– Classe 6 – substâncias tóxicas (venenosas) e infecciosas;

– Classe 7 – materiais radioativos;

– Classe 8 – corrosivos;

– Classe 9 – mercadorias perigosas diversas.

Além disso, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) determina todas as regras de transporte das cargas perigosas na Resolução 5.232/16. Anteriormente, eram apenas 90 produtos incluídos nesta lista. Entretanto, ela foi atualizada e agora a lista de mercadorias consideradas cargas perigosas tem mais de 3 mil itens.

Tipos de cargas perigosas

As cargas perigosas são divididas em 9 classes, que variam de acordo com os danos que ela pode causar e também com a sua forma física. Afinal, isso vai interferir diretamente no tipo de transporte necessário, bem como na embalagem. Assim, os tipos de cargas existentes de acordo com a portaria são:

– Classe 1 – explosivos: como o nome sugere, são substâncias que podem explodir, liberando grande volume de gás e de calor. Dentre os itens que se enquadram nessa classe estão, por exemplo, a pólvora e a nitroglicerina;

– Classe 2 – gases: substância em estado gasoso, que tem dispersão fácil e rápida no ar. Em alguns casos, não têm cor nem odor, mas podem causar danos como intoxicações ou, dependendo do caso, até serem inflamáveis. Dentre os produtos que se enquadram nessa classe estão, por exemplo o gás de cozinha, o cloro e a amônia;

– Classe 3 – líquidos inflamáveis: esses produtos, quando submetidos à temperatura alta, geram uma reação de combustão. Fazem parte dessa classe, por exemplo o álcool, a gasolina e o óleo diesel;

– Classe 4 – sólidos inflamáveis: itens dessa classe, quando expostos à chamas, temperaturas muito quentes ou em atrito se tornam inflamáveis. Faz parte dessa classe de cargas perigosas, por exemplo, o enxofre;

– Classe 5 – substâncias oxidantes e peróxidos orgânicos: os itens pertencentes dessa classe podem liberar oxigênio. Com isso, acabam podendo provocar incêndios causados por peróxido de hidrogênio;

– Classe 6 – substâncias tóxicas e substâncias infectantes: esses são itens que mesmo em poucas quantidades, podem provocar danos à saúde e, por isso, também são considerados cargas perigosas. Um dos itens pertencentes a essa classe são os pesticidas;

– Classe 7 – material radioativo: comumente usado no setor hospitalar e também em área industrial, liberam uma energia invisível e perigosa, que causa danos a objetos e à saúde. Por isso, só podem ser transportados em container com blindagem;

– Classe 8 – substâncias corrosivas: podem ser transportadas em estado sólido ou líquido. Seja qual for o caso, se entrar em contato com a pele, pode causar queimaduras. Fazem parte desse grupo a soda cáustica – hidróxido de sódio e o ácido sulfúrico, por exemplo;

– Classe 9 – substâncias e artigos perigosos diversos: são itens que se mostram como risco para a saúde ou meio ambiente e que não se encaixam nos demais grupos. É o caso, por exemplo, das baterias de lítio.

Como fazer o transporte de cargas perigosas

Todas as classes de cargas perigosas requerem cuidados especiais na hora de serem transportadas. Por isso, há algumas regras que devem ser cumpridas, que vão desde a embalagem até a etiqueta do item. Além disso, há documentos que precisam ser providenciados.

Documentos obrigatórios para o transporte marítimo de cargas perigosas no Brasil

FISPQ (Ficha de Informação de Produto Químico);

DANFE (Nota Fiscal);

MDGF (Multimodal Dangerous Goods Form);

Ficha de Emergência (Anexo VIII da NR 29);

MSDS (Material Safety Data Sheet).

Documentação do motorista para transporte por terra

Carteira Nacional de Habilitação (CNH);

Certificado de conclusão do curso de Transporte de Produtos Perigosos (TPP);

Carteira de identidade (RG);

Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam);

Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV);

Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA);

Documentação do veículo;

Seguro obrigatório;

Certificado de Inspeção para o Transporte de Produtos Perigosos a Granel (CIPP).

Documentação da carga para transporte terrestre

Licença de operação para viagens interestaduais;

Requisição de Transporte (RT);

Envelope para transporte;

Guia de tráfego;

Licença de funcionamento ou certificado de registro da Polícia Federal (conforme a necessidade);

Documento fiscal;

Declaração do expedidor de material radioativo;

Ficha de emergência;

Ficha de monitoração da carga e do veículo rodoviário.

Embalagem

Para cada tipo de carga perigosa há uma embalagem mais adequada. Em todas elas é preciso deixar claro o que está sendo levado e o risco existente, para que todo o processo possa ser feito de acordo. Os combustíveis, por exemplo, devem ser transportados em tanques adequados, para evitar a variação de temperatura e o risco de combustão.

As embalagens também devem ter cor que façam com que o item seja visualizado facilmente, para chamar a atenção e evitar erros de manuseio. Os materiais devem ser duradouros e precisam suportar bem o que está sendo transportado.

Circulação

Os locais pelos quais esse tipo de carga deve ser transportado também requerem atenção. É preciso evitar regiões com:

reservatórios de água;

população densa;

reservas ecológicas.

EPIs obrigatórios

Todas as pessoas envolvidas na carga, descarga e transporte de cargas perigosas precisam usar equipamentos de proteção individual. Isso visa proteger a equipe e evitar maiores danos caso qualquer acidente venha a acontecer. É importante verificar com o cliente qual EPI é necessário para cada tipo de carga, afinal, esses equipamentos podem variar conforme as características da carga.

Sinalização

Os rótulos devem deixar claro o risco possível que o produto transportado gera. O número ONU é um número de série determinado pela Organização das Nações Unidas (ONU), deve ser colocado à vista no rótulo. Ele é colocado abaixo do painel laranja, que é de segurança, e tem quatro dígitos. Esse cuidado simplifica a identificação do produto em caso de acidente ou vazamento, por exemplo.

Transporte de outros itens junto às cargas perigosas

Quando as cargas perigosas são transportadas é importante que apenas elas estejam no local, ou seja, não devem ser transportados medicamentos, alimentos, nem outros itens, junto com as cargas perigosas.

Porque a embalagem é tão importante quando falamos de carga perigosa?

Qualquer tipo de transporte requer uma embalagem adequada, para que o produto chegue em perfeitas condições ao seu destino. No caso das cargas perigosas, a importância da embalagem vai além disso.

É claro que ela também colabora para que o item chegue ao comprador em perfeitas condições. No entanto, tem extrema importância de evitar acidentes e de garantir que que tiver contato com a embalagem, não sofra nenhum tipo de dano.,

Além disso, as embalagens de cargas perigosas também têm o papel de evitar desastres ambientais e de proteger a população que, por vezes, esteja em área próxima de onde o produto está sendo levado.

Assim, a embalagem de cargas perigosas têm um papel fundamental não apenas para o produto, mas também para evitar grandes danos e até mesmo catástrofes. Afinam, um vazamento de um líquido combustível na água, além do risco de combustão, leva a uma tragédia ambiental, por exemplo.

Já um vazamento de gás inflamável pode resultar em explosão ou de gás como amônia, por exemplo, pode até matar pessoas. Enfim, os cuidados com a embalagem desse tipo de carga são essenciais para um transporte adequado e para evitar danos.

Por isso, além de garantir que é a embalagem certa para o produto, é preciso se preocupar com a rotulagem da embalagem. Assim, quem estiver transportando saberá exatamente como proceder para evitar problemas e chegar em segurança, com a carga, ao destino.

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